A disputa pelo uso do fundo eleitoral voltou a provocar divergências dentro do PSOL. A sigla informou que destinaria R$ 2,3 milhões para a campanha de reeleição da deputada Erika Hilton (SP) neste ano. A definição ocorre pouco tempo antes da reunião da Executiva Nacional, marcada para 18 de julho.
Erika Hilton afirmou que acordos internos teriam sido descumpridos pela direção do partido, apontando necessidade de investimentos elevados em logística e segurança para percorrer o estado de São Paulo. A parlamentar também citou riscos políticos relacionados à sua atuação.
A quantia para Erika é superior aos R$ 2,2 milhões destinados a outros pré-candidatos do PSOL. O montante representa um aumento de 61,5% em relação a 2022. A direção sustenta que o valor obedece a critérios específicos para cada candidatura.
Divergências internas e leituras sobre o tema
Dirigentes do PSOL afirmam que o repasse à deputada já representa tratamento diferenciado frente a outros nomes. Eles lembram que, em 2022, não houve excedente em relação às faixas definidas para candidaturas proporcionais.
Parte da legenda aponta que a discussão envolve a disputa por espaço na federação PSOL-Rede, após a decisão de não integrar o acordo com PT, PCdoB e PV. Ainda segundo a corrente Revolução Solidária, houve ressalvas sobre o caminho estratégico adotado pelo partido.
Comparações com outros nomes da sigla
Erika criticou critérios de distribuição usados para outros pré-candidatos, citando o presidente da Federação PSOL-Rede, Juliano Medeiros, e a ex-deputada Manuela d’Ávila. Ela afirma que há tratamento privilegiado em relação a lideranças consolidadas.
O PSOL sustenta que Manuela, pré-candidata ao Senado pelo Rio Grande do Sul, recebe maior aporte por tratar-se de disputa majoritária que pode ampliar a votação proporcional. A sigla projeta Manuela com cerca de R$ 5 milhões, enquanto Medeiros e Natalia Boulos aparecem com cerca de R$ 2 milhões cada.
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