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Fim da escala 6×1 pode afetar 37 milhões, diz governo

Governo aponta que 37,11 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com redução da jornada de 44 para 40 horas, em duas etapas

Celular com Carteira de Trabalho Digital. (Foto: Bruno Peres/Agência Brasil)
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O Ministério do Trabalho divulgou nesta quarta-feira (24) um levantamento que aponta que 37,11 milhões de trabalhadores com carteira assinada no Brasil podem ser beneficiados pela redução da jornada semanal de 44 para 40 horas. A notícia foca no impacto potencial e nos passos futuros do processo legislativo.

O estudo considera empregados do setor privado e servidores vinculados ao regime celetista no serviço público, ampliando o alcance da discussão para diferentes categorias do mercado de trabalho.

A maioria dos trabalhadores já cumpre jornadas acima de 41 horas por semana. O levantamento indica que 37,11 milhões estão nesse grupo, equivalente a 73,7% dos 50,32 milhões com carteira assinada registrados em fevereiro.

Ainda segundo a pesquisa, outras 9,24 milhões têm jornadas entre 31 e 40 horas, 2,16 milhões entre 21 e 30 horas e 1,81 milhão com até 20 horas semanais.

PEC avança e mudança seria gradual

A proposta de emenda à Constituição (PEC) aprovada pela Câmara prevê reduzir a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, com fim gradual da escala 6×1. O texto ainda segue para análise do Senado.

A implementação ocorreria em duas etapas ao longo de 14 meses: redução de duas horas semanais nos primeiros dois meses e, nos 12 meses seguintes, as quatro horas restantes, completando 40 horas semanais.

Governo e tramitação

O governo retirou a urgência de um projeto de lei próprio sobre a redução da jornada em 16 de junho. As duas propostas tramitarão separadamente no Congresso, com caminhos legislativos distintos.

A discussão no Senado deverá avaliar impactos econômicos, produtividade e geração de empregos, além de efeitos para custos empresariais. O avanço da PEC manteve-se como tema relevante para o debate trabalhista.

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