Dificuldade de mobilização de alianças tem sido o principal obstáculo da campanha de Flávio Bolsonaro, segundo o diretor do Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo. Em entrevista ao VEJA em Foco, ele afirma que o desgaste com o caso Master foi absorvido, mas há perda de tração em redutos estratégicos.
De acordo com Hidalgo, três apoiadores centrais ainda não confirmaram presença efetiva na campanha: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas; o deputado federal Nikolas Ferreira; e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A ausência deles é apontada como fator-chave para a polarização não se consolidar.
Motivação e tensões internas
Michelle Bolsonaro permanece distante por questões pessoais envolvendo o relacionamento com Flávio, que envolve divergências políticas sobre alianças no Ceará. A ex-primeira-dama relatou sentir-se maltratada por ele em conversas, o que ajudou a ampliar o distanciamento. O político não respondeu de forma direta às críticas.
Cenário regional e potencial de reversão
Tarcísio de Freitas detém influência no maior colégio eleitoral do país, enquanto Nikolas Ferreira atua com forte presença digital entre eleitores conservadores. Segundo Hidalgo, a entrada efetiva desses dois junto a Flávio pode reorganizar a disputa e intensificar a polarização frente a Lula da Silva, tornando o cenário eleitoral mais acirrado.
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