Flávio Bolsonaro (PL) disse que vai aos Estados Unidos para uma audiência pública marcada para 6 de julho, sobre as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. A expectativa é de que o governo brasileiro não tenha atuação ativa no evento, limitando-se a enviar um representante da embaixada.
Fontes ligadas à diplomacia avaliam que Flávio não teria poder para influenciar as tratativas. A apuração indica que a ida ao país é vista com ceticismo pelo governo federal, que descreve a movimentação como possível teatro político.
Segundo apuração, a audiência é voltada principalmente ao setor privado e à sociedade civil. O governo informou que não participará ativamente, apenas acompanhará o encontro por meio de um representante da embaixada.
Audiência nos EUA e participação do governo
Reuniões técnicas entre Brasil e EUA seguem ocorrendo semanalmente, mesmo com a audiência. O fórum não é considerado espaço adequado para atuação de técnicos brasileiros, segundo fontes governamentais.
Algumas fontes próximas ao palácio apontam que a ida de Flávio pode ser uma manobra arriscada para o pré-candidato, com indícios de esforço para manter a imagem associada ao tema tarifaço.
Perspectivas e prazo
A decisão final sobre as tarifas deve sair a partir de 15 de julho. A proposta em discussão prevê 25% de tarifa, com possibilidade de confirmação após investigação comercial. Uma taxa adicional de 12,5% também é cogitada.
O Brasil aparece no grupo de países já taxados nessa alíquota, o que reduz chances de tratamento diferenciado junto à Casa Branca. Ainda assim, há expectativa de margem limitada para negociar a redução do tarifaço.
Para Flávio, a estratégia seria explorar, caso haja avanço, eventualmente algum ganho político com eventual reversão das tarifas. A atuação parlamentar ainda é tema de avaliações internas.
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