A inteligência da Polícia Penal Federal (PPF) tem papel estratégico na investigação de crimes de maior repercussão nacional. Em comemoração aos 20 anos da instituição, a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) destacou, em painel, o uso de monitoramento de presídios na solução de casos marcantes.
Ao longo de duas décadas, mensagens codificadas, anotações, conversas monitoradas e movimentações suspeitas dentro de unidades de segurança máxima contribuíram para ações que repercutiram pelo país. Dados da PPF foram tratados e transformados em informações úteis para outras instituições.
Entre os destaques apresentados, esteve a Operação Anjos da Guarda, de 2022, deflagrada pela Polícia Federal. O objetivo era interromper um plano do PCC para resgatar chefes da facção, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola.
Segundo o diretor da Polícia Penal Federal, Marcelo Stona, o serviço de inteligência da instituição é forte e gera insumos para outras áreas de investigação. Muitas operações surgem a partir de informações capturadas nos presídios.
O painel também relembrou casos como Melissa, Jerry e Belarmino, além de episódios de grande impacto no Rio de Janeiro, como o assassinato da vereadora Marielle Franco, em 2018, e o caso Henry Borel, de 2021.
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