Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado nesta quinta-feira, 24 de junho, após reunião com o presidente Lula no Palácio da Alvorada. A decisão ocorreu em comum acordo, segundo o senador, que disse priorizar a defesa pessoal e a continuidade da campanha de reeleição de Lula e Jerônimo Rodrigues.
O afastamento vem perto de desdobramentos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A 9ª fase da operação resultou na apreensão de valores em espécie e de relógios, além do confisco de ativos ligados ao caso.
A justificativa oficial aponta a necessidade de Wagner concentrar-se em sua defesa. A situação também foi alvo de avaliação entre integrantes do governo e do PT, que entendiam que a permanência poderia contaminar a campanha de Lula.
Operação Compliance Zero: desdobramentos
Além de Wagner, foram alvo da ação o ex-sócio de Daniel Vorcaro, Augusto Lima, ligado à expansão do Credcesta, negócio que ganhou relevância no escopo do Banco Master. Os resultados já divulgados incluem US$ 55 mil apreendidos, cerca de R$ 285 mil, e 33,5 mil euros (aprox. R$ 199 mil).
Ministros do governo avaliam que manter Wagner na liderança se tornou insustentável. Mesmo com defesa pública do presidente, a pressão interna contribuiu para a decisão anunciada hoje.
Sobre Jaques Wagner
Nascido no Rio de Janeiro, 1951, Jaques Wagner foi eleito senador pela Bahia em 2018 com recorde de votos para o estado. O político tem trajetória ligada ao PT desde a fundação do partido, atuando como governador da Bahia, ministro de governos anteriores e aliado próximo de Lula há décadas.
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