Keiko Fujimori, já eleita matematicamente, prometeu governar com união e destacou que o gabinete será amplo, aberto e com experiência. Em discurso pós-contagem, a candidata de direita afirmou que o Peru precisa de um governo que atenda ao país inteiro, inclusive onde há desconfiança com o fujimorismo.
Ela reconheceu que o país ficou dividido na eleição e disse entender os votos nas regiões onde perdeu. Keiko afirmou que fará ações para levar o governo a todas as regiões, especialmente onde há mais ceticismo em relação ao seu grupo político.
A presidente eleita apontou como prioridade restaurar a ordem, enfrentar a criminalidade, promover o crescimento econômico e tirar obras do papel a partir da posse, marcada para 28 de julho. Segundo ela, medidas poderão ser anunciadas já no início do governo.
A fala ocorreu enquanto o candidato de esquerda, Roberto Sánchez, contesta o resultado. Sánchez alegou fraude, sem apresentar provas, e defende anulação de votos no exterior, onde Keiko teve peso decisivo.
Keiko não respondeu diretamente às acusações, mas afirmou que a acusação de fraude carece de provas e que o rival busca semear dúvidas sobre o pleito. Ela lembrou ter participado de eleições presidenciais em 2011, 2016 e 2021, reconhecendo os resultados em todas.
Sobre o resultado, o Jurado Nacional de Eleições (JNE) ainda não proclamou oficialmente, mas a diferença entre os candidatos é superior ao número de votos pendentes. Com 99,87% da apuração, Keiko soma 50,12% dos válidos frente a 49,88% de Sánchez, uma vantagem de 44.027 votos; faltam cerca de 30 mil votos.
A secretária-geral do JNE, Yessica Clavijo, informou que a divulgação oficial dos resultados deve ocorrer nas próximas horas. Em seguida, o plenário do tribunal eleitoral deverá proclamar o vencedor do segundo turno.
A vitória de Keiko marca o retorno do fujimorismo ao poder no Peru, 25 anos após a saída de Alberto Fujimori. Também representa a primeira mulher eleita presidente do país pelo voto direto.
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