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Lei do BRB: Celina veta emendas sobre ressarcimento ao GDF e concursos

Celina Leão veta emendas que obrigavam ressarcimento ao GDF e 52% de ações com direito a voto no BRB, para empréstimo de até R$ 6,6 bilhões com o FGC

Celina Leão
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A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), vetou 14 dispositivos da lei que viabiliza o empréstimo para salvar o BRB, formulada após a compra de carteiras podres do Banco Master. O objetivo da lei é abrir crédito com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para sustentar o BRB. O veto ocorreu nesta quarta-feira, 24/6.

A sanção da lei foi publicada após o acordo homologado no STF, que envolve União, DF, Banco Central e BRB. A medida autorizava o GDF a obter crédito de até 6,6 bilhões de reais com fiança de bancos, com contragarantias diversas. Entre os itens vetados, estavam obrigar o BRB a ressarcir cofres públicos e reservar ao GDF maior controle acionário.

Entre os emendas contestadas, estavam a obrigação de o BRB ressarcir o DF pelos aportes realizados por meio de dividendos, juros sobre o capital próprio ou instrumento societário equivalente. Também ficaria com o GDF pelo menos 52% das ações com direito a voto do BRB. Ambos os trechos foram barrados pela governadora.

Os vetos também atingiram cláusulas que obrigavam o GDF a apresentar condições financeiras do empréstimo antes da contratação, como juros, prazo, carência e cronograma de pagamento, além de exigir relatórios sobre o negócio. Outro ponto vetado previa concurso público para reposição de vagas e reajuste de servidores, mesmo com restrição de gastos.

Segundo Celina Leão, o acordo existente para evitar aumento de gastos não permite estender o limite de despesas, tópico já citado pela gestão anterior. A governadora assumiu o cargo em março e destacou que a cláusula sobre vedação a contratações gerou interpretações indevidas de duração, que poderia se estender por até 15 anos.

A gestão atual sustenta que vai cumprir as regras fiscais para manter equilíbrio orçamentário. Mesmo com o veto, a chefe do Executivo afirmou que pretende manter o equilíbrio e seguir com políticas públicas dentro do teto, com ajustes necessários para concursos ainda em 2026.

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