O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Jaques Wagner se encontraram nesta quarta-feira (24) na sede do Instituto Lula, em São Paulo, pela primeira vez desde a operação que levou o senador à prisão em 2018. A ação, associada à Lava Jato, culminou na condenação de Wagner por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, mas ele foi libertado após o STF declarar inconstitucional a prisão em segunda instância.
Segundo fontes próximas a Lula, o encontro teve tom amistoso e de reconciliação. O ex-presidente ressaltou a importância de Wagner na política brasileira e na Bahia, além de defender a união entre os partidos de esquerda para enfrentar conservadorismo e neoliberalismo.
Wagner agradeceu o apoio de Lula e disse pretender atuar de forma mais próxima ao ex-presidente, contribuindo para um projeto de país mais justo. O senador permanece como parlamentar pela Bahia, com atuação voltada a desenvolvimento regional e redução de desigualdades.
Reforço à unidade do campo progressista
O encontro ocorre em meio a otimismo da campanha de Lula, que busca consolidar a candidatura à reeleição. A reunião é interpretada como sinal de aproximação entre PT e o campo progressista, depois de disputas internas.
A expectativa é de participação de Wagner em eventos de apoio à campanha nos próximos dias, reforçando a aliança entre as lideranças. A relação entre Lula e Wagner é vista como determinante para a coesão de pautas de governo.
A assessoria de Lula confirmou a reunião, sem detalhar o conteúdo do diálogo ou próximos passos. A divulgação do encontro foi feita por fontes próximas ao ex-presidente, que preferiram manter o sigilo sobre o que foi discutido.
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