Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado em comum acordo com o presidente Lula nesta quarta-feira, 24, durante reunião no Palácio da Alvorada. A decisão ocorreu seis dias após a operação policial Compliance Zero, que atingiu o atual cenário político.
A oposição se divide sobre a reação. Um setor do PL defende ataques mais agressivos, chamando a saída de Wagner de uma possível admissão de culpa e tentando associar o caso a temas do Banco Master e a alas do governo. Há ainda a tentativa de descolar o tema de outras figuras públicas.
Outra parte da oposição trabalha com cautela. Esses grupos consideram prudente manter um tom mais contido e observar desdobramentos do caso Master antes de agir, citando o impacto em diferentes lados da disputa eleitoral.
Wagner informou, em entrevista ao Palácio da Alvorada, que não atuou para defender interesses do Banco Master e que se sente injustiçado com a situação. Ele afirmou ainda não pretender atrapalhar a campanha de reeleição do presidente Lula.
Sobre o futuro da liderança, o governo não anunciou o nome do substituto. Entre os nomes cotados estão os senadores Camilo Santana, do PT do Ceará, e Teresa Leitão, do PT de Pernambuco, conforme levantamento interno. A liderança passa a depender de definições dentro da base.
As mudanças ocorrem em um momento de tensão entre governo e oposição, com o escrutínio sobre a relação entre membros do atual governo e o setor financeiro. A continuidade das investidas políticas dependerá dos próximos desdobramentos do escândalo associado ao Master.
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