O Grande debate, exibido na terça-feira (23), questionou se a saída de Jaques Wagner da liderança do governo no Senado amenizaria ou não o impacto sobre Lula. Os debatedores foram Kim Kataguiri e Chico Alencar, em tom de oposição.
Wagner, alvo da Operação Compliance Zero, aguarda reunião com Lula nos próximos dias para definir seu futuro político. O bate‑papo também envolve o apoio público de Davi Alcolumbre, que preside o Senado, e que tem sido visto como interlocutor próximo ao ex‑governador baiano.
Kim Kataguiri afirmou que a saída não minimizaria o efeito sobre o governo. Ele apontou ligações entre o PT da Bahia e o caso do Banco Master, citando indicados de Lula e encontros com autoridades, segundo ele com participação de Wagner.
Chico Alencar, por outro lado, defendeu que a retirada de Wagner da liderança pode reduzir o desgaste, mas reconheceu que o problema não desaparece. Ele citou investigações em curso pela PF e disse que as ligações entre setores do PT da Bahia precisam ser apuradas.
Alencar comparou o caso a outras operações envolvendo a família Bolsonaro, destacando o que chamou de inconsistências em financiamentos e imóveis. Ele ressaltou o interesse público na apuração rigorosa, independentemente do partido envolvido.
Para o parlamentar do PSOL, Wagner já deveria ter saído da posição. Caso não haja afastamento, Alencar sugeriu que Lula avalie a remoção como caminho para reduzir danos políticos. Kataguiri rebateu, mantendo que o recado viria de bastidores.
Entre na conversa da comunidade