O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria ordenado a Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, que atacasse um empresário que criticou operações do Master em um grupo de WhatsApp com operadores do mercado financeiro. A orientação foi repassada por meio de mensagens interceptadas pela Polícia Federal.
O alvo seria Luiz Camasmie, gestor de grupos no WhatsApp e de páginas no Instagram. De acordo com a PF, Sicário cometeu uma série de equívocos ao perseguir o empresário. As falas gravadas evidenciam confusões sobre a identidade do alvo.
Na semana passada, o sigilo da investigação foi aberto pelo ministro André Mendonça, do STF. Ao tomar conhecimento dos documentos, Camasmie ligou pontos sobre episódios envolvendo ele e familiares, que até então não tinham explicação.
Confusões registradas pela PF
Camasmie descreveu à imprensa a perseguição como física e virtual. Em 17 de outubro de 2024, Sicário informou a Vorcaro sobre o empresário; o alvo recebeu notificação para apagar mensagens em um grupo ativo na rede social.
Segundo relatos, o pai de Camasmie, um idoso com doença neurodegenerativa, também foi incluído nas ações. Testemunhas no local relacionaram o episódio a uma tentativa de abordagem de dois homens, sem agressão direta.
Identificações indicam que os hackers acessavam nuvens vinculadas a Camasmie e ao pai. O grupo supostamente envolvido, denominado os meninos, executaria ataques cibernéticos a mando de Vorcaro.
Judicializaçao e custos
Camasmie precisou acionar a Justiça para reaver acessos a plataformas e números de telefone. A petição envolveu a Meta, responsável pelo WhatsApp, e operadoras de telefonia. O empresário desembolsou cerca de 50 mil reais para recuperar os números.
A PF aponta que as mensagens demonstram a troca de conteúdos com instruções para ampliar a perseguição. Até o momento, não houve divulgação de condenação ou responsabilização de terceiros.
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