O Ceará aparece como peça-chave nos planos eleitorais do PL, segundo Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto. A sigla trabalha para ampliar a bancada federal no estado e aposta na eleição de seis deputados, além de uma vaga no Senado, conforme declaração do senador.
Segundo Marinho, o objetivo é fortalecer o bolsonarismo no Ceará, onde houve votação expressiva para o PT em 2022. O ex-presidente Lula teve larga vantagem local, com quase 70% dos votos, ante pouco mais de 30% para Jair Bolsonaro. O PL busca reverter esse cenário com apoio a candidaturas no estado.
A divulgação de um vídeo por Michelle Bolsonaro na última quarta-feira acentuou a crise interna no núcleo bolsonarista. Ela relatou desentendimentos com Flávio Bolsonaro após divergências sobre o apoio a Ciro Gomes no governo estadual, e apontou enduredimentos em ligação entre ambos.
A disputa interna também envolve a definição do nome do PL ao Senado no Ceará. O diretório estadual quer Alcides Fernandes, apoiado por Flávio, enquanto Michelle acena para a candidatura de Priscila Costa, allieda de mulher-chave no PL e ligada a Priscila Costa. A direção do PL deverá decidir entre as três opções até o fim da convenção, no final de julho.
Michelle defenderia o papel de Priscila Costa na chapa e criticaria a condução de Alcides Fernandes, citando movimentações ligadas a alianças com Ciro Gomes. Ela afirmou que a participação de Costa foi essencial para manter a presença feminina na política local e que a retirada da vaga de outra mulher levantaria contestação interna.
O impasse envolve também o alinhamento entre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e as estratégias de Bolsonaro filho, com desdobramentos possíveis para alianças no Ceará no segundo semestre. A situação segue em discussão no âmbito partidário.
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