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Homens usam tags ocultas para rastrear e perseguir mulheres em SP

SSP identifica uso de tags ocultas para rastrear mulheres em São Paulo como stalking; aumento de 15,5% em boletins na 1ª DDM e ações de proteção

Como homens estão usando tags escondidas para rastrear e perseguir mulheres em SP
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Casos de perseguição envolvendo dispositivos de rastreamento têm sido relatados em São Paulo, com mulheres identificando tags escondidas em carros, bolsas e até objetos de crianças. A prática permite monitorar rotinas e acompanhar deslocamentos, gerando medo e invasão de privacidade.

A SSP informou ao Terra que esse uso clandestino pode caracterizar stalking e violência psicológica. O stalking envolve monitorar ou assediar repetidamente, provocando constrangimento, danos à liberdade ou privacidade da vítima.

Segundo a Folha de S. Paulo, aparelhos do tamanho de uma moeda, vendidos por menos de R$ 100, têm sido usados para acompanhar localização em tempo real sem o conhecimento da vítima. Em alguns casos, as tags chegam a ser colocadas em itens de familiares da mulher.

Entre janeiro e março deste ano, a 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) registrou aumento de 15,5% nos boletins de ocorrência relacionados à perseguição na região central da capital. Foram 104 registros no período, ante 90 no mesmo trimestre de 2025.

A SSP informou que monitora de forma permanente os registros de violência contra a mulher e que mantém políticas públicas para proteção, ampliação dos canais de denúncia e fortalecimento da rede de atendimento. O objetivo é incentivar o registro de ocorrências e interromper ciclos de violência.

Estrutura de proteção e atuação

São Paulo conta com 144 Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) e 220 Salas DDM. A Cabine Lilás, instalada no Copom, registrou 29,6 mil atendimentos até maio, envolvendo orientações, chamadas de emergência e intervenções policiais.

Na área tecnológica, o governo estadual utiliza o app SP Mulher Segura, que reúne geolocalização e monitoramento de agressores sob tornozeleiras eletrônicas. A ferramenta soma mais de 61 mil usuárias ativas e registrou 16,6 mil acionamentos do botão do pânico.

O monitoramento eletrônico de aggressor(es) também é mantido pelo Estado. Atualmente, 434 pessoas são acompanhadas pelo sistema, sendo 221 em casos de violência doméstica. Desde a implantação, 136 prisões ocorreram por descumprimento de medidas protetivas.

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