A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo cumpriram mandados de prisão, busca e apreensão em uma operação que mira lavagem de dinheiro ligada a uma facção criminosa. Entre os detidos está o vereador Senival Moura, do PT, em atuação na cidade de São Paulo.
A investigação aponta a empresa Transunião como suposto veículo para o laundering do PCC. O caso remonta a 2020, após a morte do então presidente da concessionária, Adauto Soares Jorge. Em 2025, o MP afirma que a empresa recebeu pelo menos 300 milhões de reais do sistema de transportes da capital.
A Justiça decretou o sequestro de 194 milhões de reais das contas, 117 veículos, 21 imóveis e 3 embarcações ligados aos investigados. Também houve afastamento dos diretores da Transunião e comunicação à Prefeitura para medidas administrativas cabíveis.
Segundo o MP-SP, Moura integrava o quadro da Transunião. Os demais pedidos de prisão temporária atingem membros da direção da empresa e pessoas apontadas como integrantes do PCC. A assessoria de Moura ainda não se pronunciou.
A prefeitura de São Paulo afirmou aguardar notificação judicial para tomar providências. A SMT e a SPTrans informam que a empresa investigada continua prestando serviço à população.
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