Elizabeth Warren alertou que a onda de fusões aprovada durante a gestão Trump pode ser revertida por um futuro governo, inclusive um acordo que colocaria dois grandes veículos de comunicação sob controle de uma família alinhada ao atual presidente. A senadora democrata reforçou que a política de consolidação está sob escrutínio.
Ela destacou a fusão de US$ 111 bilhões entre Warner Bros. Discovery, mantenedora da CNN e da HBO, e Paramount Skydance, controladora da CBS News. O pacto foi aprovado pelo Departamento de Justiça e já provoca preocupações sobre a independência editorial caso ganhem influência os Ellison, ligados a Trump.
Warren afirmou que, se ocorrer a consolidação, haverá um único tom decisivo na condução dessas redes. A senadora mencionou o risco de viés político e de desinformação caso os Ellison assumam maior controle. Ainda não houve ação judicial unificada entre estados.
Contexto regulatório e outros movimentos
Além do setor de mídia, o governo liberou outras fusões, como Nippon Steel com US Steel, Omnicom com Interpublic e Capital One com Discover Financial. Tais negócios intensificam o escrutínio sobre competição e consumo no curto prazo.
A parlamentar também criticou a relação entre contribuições políticas e decisões regulatórias, alegando que decisões a favor de monopólios teriam sido influenciadas por doações. O tema aparece em debates antes das eleições de meio de mandato.
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