O ex-presidente Michel Temer declarou nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, que no Brasil há radicalização política e não polarização. Ele afirmou que ideias, projetos e conceitos foram radicalizados, não apenas discutidos de forma principiada.
A fala ocorreu após a sessão especial do documentário 963 dias, dirigido por Bruno Barreto, no Shopping JK Iguatemi, na zona sul de São Paulo. A estreia do filme está prevista para o segundo semestre de 2026, ainda sem data.
Segundo o diretor Bruno Barreto, o filme não trouxe entrevistas com nomes do PT. Ele explicou que convidou o partido, mas não houve aceitação, ressaltando que não buscava ouvir quem iria repetir uma cartilha ideológica.
Temer avaliou que o documentário retrata de forma fiel a história de seu governo e pode contribuir para uma recuperação histórica de sua gestão. Ele destacou que, embora tenha sido impopular ao fim do mandato, o filme reforçaria uma percepção de moderação.
O ex-presidente assumiu a Presidência de forma definitiva em 31 de agosto de 2016, após o impeachment de Dilma Rousseff. Temer já ocupava o cargo interinamente desde 12 de maio de 2016. Seu governo seguiu até 1º de janeiro de 2019.
Temer atuou, durante o governo, em reformas econômicas como teto de gastos e reforma trabalhista, buscando recompor a economia após crises. A narrativa do filme busca situar Temer como figura moderada em um cenário de radicalização.
O impeachment de Dilma Rousseff foi alvo de críticas do PT e de movimentos de esquerda, que classificaram o processo como golpe. Defensores do impeachment defenderam que o processo seguiu os ritos constitucionais, enquanto Temer frequentemente descreveu o golpe como golpe de sorte.
Entre na conversa da comunidade