Leon Black, bilionário investidor, deixou uma audiência a portas fechadas com o comitê da Câmara que investiga Jeffrey Epstein. Ele foi questionado sobre acordos de confidencialidade (NDAs) e saiu sem responder a esses itens, segundo os parlamentares.
O comitê de Supervisão da Câmara havia emitido dois mandados para Black entregar NDAs e prestar depoimento sob juramento, em vídeo. Black testificou voluntariamente antes de se retirar.
Contexto e histórico
Black deixou a Apollo Global Management em 2021, após escrutínio sobre seus vínculos com Epstein. Ele nega qualquer irregularidade e afirmou que o dinheiro pago a Epstein teve finalidade legítima, segundo fontes.
O chairman republicano do comitê, James Comer, disse que busca esclarecer se Epstein esteve envolvido na criação ou na destinação de recursos vinculados aos NDAs e por que eles foram firmados. A defesa de Black contestou os mandados, chamando-os de manobra política.
Detalhes do depoimento
Durante a breve sessão, Black afirmou ter pago aproximadamente 158 milhões de dólares a Epstein por serviços legítimos ao longo dos anos de associação. A soma já foi investigada pelo Congresso, para entender se houve superfaturamento ou uso de serviços pessoais disfarçados de consultoria financeira.
A defesa de Black sustenta que uma investigação interna da Apollo, conduzida pela Dechert, concluiu que os honorários pagos a Epstein tiveram finalidade fiscal legítima. Black também afirmou ter sido enganado pelo antigo financista.
Repercussão e próximos passos
Black descreveu Epstein como alguém que o enganou, dizendo ter conhecido apenas uma face dele. A audiência foi interrompida antes de qualquer esclarecimento adicional sobre NDAs, conforme apontado pela oposição.
O representante democrata Robert Garcia criticou a saída de Black da entrevista transcrita, dizendo que ele deveria colaborar para esclarecer as relações com Epstein e os danos às vítimas. O comitê indicou que Black poderá ser cobrado novamente pela investigação.
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