A ex-deputada Carla Zambelli enfrenta um novo pedido de extradição para o Brasil, após ter tido negado o primeiro por questões de imparcialidade. O governo brasileiro solicita sua entrega à Justiça brasileira, que seria analisada pela Corte de Cassação da Itália. O caso envolve acusações de porte ilegal de arma e constrangimento ilegal ocorridos antes das eleições de 2022.
Zambelli fugiu para a Itália após a condenação em processo no Brasil. O novo pedido de extradição é direcionado a crimes ligados à perseguição a um homem com arma na véspera do segundo turno da eleição de 2022. A defesa, por meio do advogado Fabio Pagnozzi, sustenta que a Corte de Cassação deve rejeitar o pedido por violação de garantias fundamentais e tratados internacionais.
O Ministério da Justiça da Itália e representantes italianos irão avaliar a conformidade do pedido com normas europeias e com o direito italiano. O ministro Gilmar Mendes, relator no STF, encaminhou informações à justiça italiana para subsidiar a nova tramitação. Mendes afirma que o processo brasileiro foi conduzido de forma hígida e regular.
Processo em curso na Itália
Valerio Mazzuoli, professor da Universidade de Roma, destaca que a decisão italiana anterior foi tecnicamente sólida e alinhada à jurisprudência europeia. Segundo ele, não há espaço para condenação por juiz que se declare vítima do delito.
A defesa sustenta que o magistrado brasileiro acumulou funções no julgamento. O caso atual mantém o foco na possibilidade de extradição com base nos mesmos fatos do processo anterior, ampliando a análise quanto a aspectos processuais e garantias legais.
Caso o segundo pedido de extradição seja recusado, Carla Zambelli pretende permanecer na Itália com o marido, onde possui dupla cidadania. O desfecho dependerá da decisão da Corte de Cassação e da avaliação de eventuais garantias processuais.
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