O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a defender a escolha de uma mulher para compor sua chapa presidencial. A declaração ocorreu durante o lançamento da pré-candidatura do senador Wilder Morais (PL) ao governo de Goiás, em Goiânia, nesta manhã. Flávio elogiou a vice da chapa, Ana Paula Rezende, filha do ex-governador Iris Rezende, e disse buscar um nome com perfil semelhante para acompanhá-lo na corrida à Presidência.
A fala vem três dias após a divulgação de vídeos em que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro relata ter sido desrespeitada por Flávio em debate sobre decisões partidárias. A crise ampliou o desgaste entre o casal e mobilizou aliados a conter impactos na pré-campanha.
Contexto político
A ideia de ter uma vice mulher já vinha sendo discutida, mas ganhou peso com a crise recente. Avaliadores da campanha entendem que uma mulher na vice pode ampliar a receptividade entre eleitores femininos, além de facilitar o diálogo com lideranças evangélicas e ampliar a presença feminina na gestão da campanha.
Programação e próximos passos
Segundo o GLOBO, a equipe do candidato marcou para a próxima quarta-feira uma reunião em Brasília para debater um programa dedicado às mulheres. O encontro reuniria lideranças da direita para apresentar propostas, propor mudanças e traçar estratégias de divulgação.
Entre as convidadas estão a senadora Tereza Cristina (PP-MS) e as deputadas federais Bia Kicis (PL-DF) e Simone Marquetto (PP-SP). Os nomes aparecem entre possíveis futuras vice, cada uma trazendo um perfil distinto para a aliança.
Perfis em avaliação
Bia Kicis é associada ao espectro mais ideológico do bolsonarismo e mantém proximidade com Michelle, o que pode soar como sinal de aproximação familiar. Simone Marquetto é apontada como capaz de ampliar o diálogo com a federação PP-União Brasil. Tereza Cristina tem forte trânsito com o agronegócio e experiência ministerial.
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