Jaques Wagner, senador do PT, voltou a negar ter cometido irregularidades e classificou como falsas as acusações da operação da Polícia Federal ligada ao Banco Master. O ato ocorreu neste sábado (27) em Barreiras, no oeste da Bahia, durante agenda pública.
O senador disse que a crise é usada para atingir o presidente Lula e citou uma fala atribuída a Lula sobre quem sabe o que fez. Wagner afirmou que vai provar a inocência e desmontar as acusações.
Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia pelo PT, reiterou apoio a Wagner e afirmou que as suspeitas visam atingir Lula. Ele disse que é injusto atribuir desonestidade ao senador e pediu respeito ao histórico dele.
Contexto da operação e alvos
Wagner deixou a liderança do governo no Senado na quarta (24) após acordo com Lula. A PF investiga pagamentos de uma empresa ligada ao Banco Master a familiares do senador, além de outras tratativas envolvendo o núcleo próximo.
Outros alvos da fase Compliance Zero incluem Augusto Lima e Eduardo Sodré Martins, enteado de Wagner e secretário do governo baiano. A investigação aponta movimentações atípicas entre empresas ligadas ao Master.
No total, a PF localizou US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados a Wagner. Parte da apuração envolve recebimentos de valores e benefícios alegados por meio de pessoas associadas ao senador.
Wagner também foi relacionado a recebimento de um apartamento em Salvador, além de viagens em jatos vinculados ao Master e ingressos para shows em Los Angeles, em 2023. A defesa nega irregularidades.
Andamento e próximos passos
A PF continua apurando as informações relacionadas ao Banco Master e às relações com o núcleo familiar de Wagner. O caso tramita em diferentes instâncias e envolve fatores políticos relevantes para o governo federal.
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