A Justiça manteve a prisão de suspeitos de lavar dinheiro do PCC por meio de uma empresa de ônibus em São Paulo. A investigação aponta que o esquema movimentava recursos do crime por meio de empresas formais para dificultar o rastreamento.
O inquérito, com mais de 300 páginas, descreve como a facção atuava usando ônibus, postos de combustíveis e fintechs para ocultar recursos. Entre os detidos está o vereador Senival Moura (PT). A defesa afirma confiar na Justiça e provar a inocência do parlamentar; o PT anunciou a expulsão do vereador.
A apuração também identifica ligações com outras operações, incluindo ações que prenderam a advogada e influenciadora Deolane Bezerra. Segundo os investigadores, o mesmo modo de operação foi empregado em diferentes esquemas de lavagem.
Ligação com outras operações
Transações entre a empresa de ônibus e uma distribuidora de combustíveis aparecem vinculadas às operações Carbono Oculto, que investiga atuação do PCC no mercado financeiro e de combustíveis, e Vérnix, responsável pela prisão de Deolane Bezerra. A equipe policial aponta uso conjunto do mesmo padrão criminoso.
A Transunião, por sua vez, negou ter movimentado recursos do crime organizado pela empresa investigada. A defesa da companhia afirmou não haver qualquer relação com atividades ilícitas.
As autoridades reforçam que a investigação continua para esclarecer a origem de recursos e ampliar as eventuais responsabilizações, conforme evolução das diligências.
Entre na conversa da comunidade