O vereador Senival Moura, do PT de São Paulo, foi preso na operação Última Parada, que investiga lavagem de dinheiro ligada ao PCC por meio da empresa de ônibus Transunião. A ação ocorreu na última quinta-feira, 25, e inclui o presidente da concessionária, Lourival Monário. O objetivo é desbaratar o esquema que movimentaria recursos da facção dentro do transporte público.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, Senival atuaria como operador político do esquema dentro da Transunião, que opera ônibus na zona leste. A investigação aponta que a empresa seria usada para movimentar recursos da facção e funcionaria sob um núcleo paralelo de comando. As apurações apontam ainda aumento abrupto no capital social da empresa após o assassinato de seu então presidente, em 2020.
A Transunião recebeu cerca de 300 milhões de reais da Prefeitura de São Paulo no ano passado, para a prestação de serviços. A gestão de Ricardo Nunes, do MDB, informou que as linhas continuam operando e que aguarda a notificação da Justiça para definir providências.
Entenda o caso
A prisão de Senival Moura está no foco de debates internos no PT sobre possíveis vínculos entre quadros do partido, o transporte público e recursos de campanhas. A investigação visa esclarecer se houve financiamento político associado ao esquema em São Paulo, e quais seriam as ligações com fatores nacionais do partido. O desdobramento pode influenciar também a atuação de Haddad, candidato ao governo, e de Lula, líder da legenda, dependendo dos próximos passos das apurações.
Entre na conversa da comunidade