Políticos de esquerda e grupos ambientalistas na Europa questionam o uso de ar-condicionado em meio a uma onda de calor histórica, com temperaturas acima de 40°C. O debate envolve o equilíbrio entre a proteção de idosos e crianças vulneráveis e o impacto ambiental dos aparelhos.
Críticos alertam para um ciclo que resfria interiores, mas aquece ruas, gerando ilhas de calor em cidades com muitos prédios. Também destacam o alto consumo de energia, pressão sobre redes elétricas e o risco de vazamento de gases refrigerantes, que agravam o efeito estufa.
Lideranças de direita defendem medidas específicas para enfrentar o calor extremo. Na França, Marine Le Pen propõe um plano nacional para instalar refrigeração em escolas, hospitais e casas de repouso, além de empréstimos subsidiados para famílias de baixa renda adquirirem aparelhos.
Na prática regulatória, a França já mantém regras que restringem refrigeração em certos espaços. Desde 2022, bares e restaurantes não podem usar ar-condicionado ou aquecer em terraços abertos, e há normas que exigem portas fechadas em estabelecimentos com sistemas ligados, para reduzir desperdício de energia.
Reações em outros países variam. Na Bélgica, a prefeitura de Gante chegou a sugerir substituição de ar-condicionado por plantio de árvores, mas recuou após críticas. No Reino Unido, o prefeito de Londres reconhece necessidade de investir em refrigeração em escolas e escritórios, diante de mudanças climáticas que superaram antigas previsões.
Partidos ambientalistas propõem o que chamam de “resfriamento inteligente”, priorizando reformas em edificações para melhor isolamento, ventilação natural e expansão de áreas verdes. A solução, dizem, deve ser estrutural e sustentável, minimizando dependência de equipamentos elétricos.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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