O vereador do PT de São Paulo, Senival Moura, foi preso na operação Última Parada, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. A suspeita envolve lavagem de dinheiro ligada ao PCC por meio da empresa Transunião, que opera 50 linhas na zona leste. A prisão ocorreu na quinta-feira, 25 de junho, e o vereador foi citado em diálogos como possível sócio oculto.
A investigação aponta que a Transunião transporta, em média, 262 pessoas por dia, com supostos pagamentos a Senival Moura. De acordo com a equipe de Segurança, a menção a ele nos diálogos indicaria uma relação com o esquema. A operação envolveu ainda a apuração de casos de desvio financeiro.
O Diretório Municipal do PT informou, em nota, que não compactua com práticas ilícitas e que as ações devem ser/apuradas pelas autoridades competentes. O partido comunicou, no sábado, o pedido de afastamento de Moura para se dedicar à defesa, sem vincular os fatos ao partido.
Afastamento e desdobramentos internos
Segundo a nota do PT, o afastamento foi solicitado para evitar contaminação do partido pelos acontecimentos. A direção interna sugeriu que o caso seja acompanhado pelo Conselho de Ética, com possíveis medidas disciplinares. A expectativa é que novas informações contribuam para esclarecer o caso.
O delegado Ronaldo Sayeg, diretor do Deic, informou que Moura foi previamente jurado de morte pela facção por suposto desvio, mas teria sido perdoado após o ressarcimento. A morte de Adauto Soares Jorge, apontado como operador da operação, ocorreu em 2020.
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