O episódio envolve Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, ambos do PL, em meio à pré-campanha presidencial. Na quarta-feira (24/5), Michelle divulgou dois vídeos somando 27 minutos em que critica o enteado e cobra apoio à agenda do pai, Jair Bolsonaro. As publicações ocorreram nas redes sociais.
A manifestação ocorreu em meio a controvérsias sobre alianças políticas dentro do grupo bolsonarista. A ex-primeira-dama é apontada como peça de uma disputa de poder, não apenas de conflitos familiares, segundo analistas e observadores.
Alguns setores do bolsonarismo interpretaram o episódio como desgaste para Michelle, que poderia prejudicar a construção de alianças visando derrotar o PT. Outros, porém, veem nela uma liderança com capital político entre bases conservadoras.
Michelle já foi citada como possível vice na chapa com Tarcísio de Freitas, antes de Flávio ganhar protagonismo na corrida ao Planalto. Atualmente, há expectativa de que ela concorra ao Senado pelo DF, com pesquisas apontando liderança em intenções de voto.
Nos vídeos, a ex-primeira-dama afirma ter recebido uma suposta traição em crises políticas recentes e rebate cobranças para apoiar a pré-candidatura do enteado. Flávio respondeu com um texto de desculpas nas redes, afirmando não ter ofendido a irmã. Michelle também se manifestou, dizendo que não guarda rancor e que apenas esclarece situações deturpadas.
Reações nas redes indicam impacto misto. Monitoramento aponta cerca de 580 mil mensagens entre Instagram, TikTok e X após a divulgação, com 42% defendendo Flávio, 31% apoiando Michelle e 27% neutras. Cientistas de dados destacam alta de menções positivas a Flávio.
Outra leitura aponta que as publicações ajudaram Flávio a recuperar parte de sua imagem junto a apoiadores, após controvérsias anteriores sobre financiamento de filme em projeto ligado ao pai. Ainda assim, o ganho de Michelle nas redes permaneceu estável, sem conversionar-se em vantagem clara.
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