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A chave para a redenção ou a derrocada de Jaques Wagner

Wagner deixa a liderança no Senado para apoiar a campanha na Bahia, quarto maior colégio eleitoral, diante do caso Master

SEM LÓGICA - Lula e o velho companheiro: nem os petistas digeriram a versão sobre a compra de um apartamento
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Jaques Wagner deixou a liderança do governo no Senado após reunião com Lula, que mantém uma relação de amizade de quatro décadas com o parlamentar. A decisão, segundo Wagner, foi tomada em comum acordo para reduzir impactos do escândalo envolvendo o chamado Master na campanha de reeleição do presidente.

A Polícia Federal aponta que Wagner atuou no Legislativo em defesa de interesses de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro. Em contrapartida, o senador teria recebido um apartamento avaliado em cerca de 2,5 milhões de reais e ingressos para um show em Los Angeles, com valor informado acima de 60 mil reais. A empresa da esposa de um enteado do parlamentar também teria sido beneficiada.

Antes de deixar o cargo, Wagner acionou o Supremo Tribunal Federal para contestar a ação da PF, alegando ter atuado contra o Master. O ex-ministro Fernando Haddad endossa essa versão. O andamento das investigações deve esclarecer os vínculos apontados pela apuração.

Nova missão

No lugar da liderança, Wagner assume um papel estratégico voltado à eleição na Bahia, estado que governou duas vezes e é o quarto maior colégio eleitoral do país. A Bahia reúne 11,28 milhões de eleitores e é considerada prioritária para o PT.

A tarefa central é apoiar Jerônimo Rodrigues na disputa pelo governo e consolidar as duas vagas ao Senado: Wagner e Rui Costa, ex-ministro da Casa Civil. Além disso, o objetivo é ampliar a vantagem de Lula sobre a oposição no estado.

Na Bahia, o desempenho de Lula pode influenciar a reeleição no conjunto do Nordeste. Em 2022, Lula venceu Jair Bolsonaro na Bahia no segundo turno por 72,12% a 27,88%. A diferença foi de cerca de 3,74 milhões de votos.

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