O PT de Minas Gerais decidiu lançar uma candidatura própria ao governo, abrindo uma disputa interna entre quem defende a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, e quem prefere mantê-la na disputa pelo Senado. O atrito ganhou contornos nacionais após o recuo do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG).
Lula e o presidente nacional do PT, Edinho Silva, passaram a acelerar contatos com Marília para desatar o impasse. A ideia é avaliar se um encontro com o chefe do Executivo ampliaria o apoio à candidatura governista.
Marília Campos já justificou sua posição, mantendo o foco no Senado. Em evento no Norte de Minas, reforçou que sua disponibilidade exclusiva era para disputar o Senado e criticou a ideia de costura interna. Ela sinalizou que defende uma frente ampla com apoio de outras legendas.
Avanço de um movimento interno
A ex-prefeita afirmou que há conversas envolvendo PT, MDB, PSB e possivelmente PDT, e que é necessária uma grande conciliação de interesses para disputar Minas com força.
Caso não haja mudança de posição, o PT pode seguir outra rota. Eventos no partido sugerem que o deputado Reginaldo Lopes surge como alternativa, embora estejam comprometidos com a viabilidade de Marília.
Diálogo com o PDT e perspectivas
O PDT, representado por Carlos Lupi, mantém contatos regulares com Edinho Silva. A pauta tem sido fortalecer uma aliança com Kalil e a direção estadual do PT, evitando rupturas que prejudiquem a unidade.
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