A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) devem rejeitar a delação apresentada pelo pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. A expectativa é de que também não prosperem as propostas de Vorcaro e do ex-presidente do BRB, já recusadas anteriormente. A apuração não identificou elementos suficientes para sustentar os acordos de colaboração.
Zettel, que está preso preventivamente desde março de 2025, é investigado por supostos pagamentos e pela intermediação de ações do grupo associado a Vorcaro, apontado como operador do fundador do Banco Master. O caso envolve tentativas de cruzar informações e estratégias de defesa, com o cunhado abrindo mão de parte das tratativas para uma nova proposta de delação.
Na prática, a linha de apuração segue com o foco na Operação Compliance Zero, que mira fraudes no Master e investiga vínculos com autoridades públicas e integrantes do setor financeiro. A PF já realizou diversas fases, com prisões, buscas e bloqueios de ativos, além de apuração sobre possíveis pagamentos de propina em operações no BRB e no âmbito do STF.
Contexto da apuração e desdobramentos recentes indicam que as investigações seguem com cautela, buscando elementos robustos para fundamentar colaborações. A defesa de Vorcaro e de vinculados segue ativa, enquanto novas delações ainda não apresentam dados suficientes para avançar no acordo.
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