O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram a Operação Última Parada, visando desarticular esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação ocorreu em São Paulo, com prisões de pessoas ligadas à Transunição, empresa do setor de transporte público.
Senival Moura, vereador de São Paulo pelo PT, foi preso sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC. O político pediu afastamento do partido após a operação. A polícia indica que Moura atuaria como controlador efetivo da Transunição, ainda que não figure como diretor.
João Gabriel de Mello Yamawaki, preso desde março, é acusado de ter criado o banco digital 4TBANK com sede em Palmas (TO) e filiais em outros estados. A instituição é investigada por movimentações financeiras que, segundo a Polícia Civil, podem alcançar 8 bilhões de reais para o PCC. Yamawaki já havia disputado o cargo de vereador em Esperantina (TO) pelo PT, em 2004, utilizando o número 13.444. Natural de Mogi das Cruzes, ele esteve foragido desde abril do ano passado e foi capturado no início deste ano, em relação a um carregamento de cocaína apreendido em um avião que transportava a droga da Bolívia. A investigação também apura supostas operações com dinheiro em espécie.
Operação Última Parada fokusou três mandados de prisão ligados à Transunição. A polícia argumenta que a empresa foi instrumentalizada para movimentar um sistema financeiro clandestino, usado para financiar o PCC. A defesa de Moura afirma inocência e questiona o timing da deflagração, próximo ao período eleitoral.
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