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Jornalistas indianos denunciam negação de voto e passaporte a editor proeminente

Caso de R. Rajagopal, ex-editor da The Telegraph, expõe falhas do SIR ao retirar direitos de voto e passaporte, provocando reação de jornalistas

Rajagopal served as the editor of Kolkata-based daily, The Telegraph, from 2016 to 2023
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A Editors Guild of India denunciou a suposta negação de direitos de voto e de visto a um ex‑editor, gesto que, segundo a entidade, evidencia o impacto do Special Intensive Revision (SIR) sobre os cidadãos. A denúncia envolve R Rajagopal, ex‑editor do The Telegraph, cuja renovação de passaporte ficou emperrada após seu nome ser retirado do registro eleitoral em Bengala Ocidental durante a revisão.

Segundo a Middle East? Não. Corrigindo: Rajagopal alega que, mesmo sendo eleitor desde 2010 e tendo atuado como editor por sete anos no jornal de Kolkata, seu nome foi excluído porque não consta nos cadernos eleitorais de 2002, última edição de abrangência nacional. Ele afirma ter apresentado documentos, como o certificado de matrícula, sem que haja justificativa para a exclusão. A apelação permanece em tramitação em tribunais indicados pelo Supremo Tribunal.

O SIR, iniciado em 4 de novembro de 2025, envolve 12 estados e territórios sob administração federal para identificar eleitores inelegíveis. Aproximadamente 60 milhões de nomes foram removidos dos cadernos eleitorais, com cerca de 9 milhões na região de Bengala Ocidental. Uma nova fase está em curso em 16 estados e três territórios.

Contexto do SIR e números

Críticos afirmam que milhões de eleitores elegíveis foram removidos. O Corpo de Jornalistas da Índia enfatizou que pessoas influentes também podem perder direitos, o que sugere um risco maior para a população em geral. O Election Commission of India (ECI) não respondeu publicamente às alegações específicas de Rajagopal até o momento; a BBC buscou comentários oficiais.

Rajagopal descreveu que a verificação usa os registros de 2002 como referência, o que explica a divergência entre sua situação e seu histórico como eleitor. Em sua matéria publicada no The Wire, ele afirmou que não encontrou documentos públicos que tornassem o documento de identidade eleitoral obrigatório para renovação de passaporte. As autoridades teriam informado, posteriormente, que a verificação policial para o passaporte não poderia ser concluída pela ausência de registro eleitoral.

Reação pública e política

A notícia gerou apoio de jornalistas e líderes da oposição, com debates sobre possíveis impactos para pessoas em situação semelhante. Em redes sociais, vozes de respeito ao jornalista expressaram solidariedade, destacando o risco de desqualificação de eleitores comuns caso o caso de Rajagopal se repita.

O Partido Comunista (Marxista) e o Congresso Nacional também comentaram o episódio, ressaltando preocupações sobre o alcance do SIR para os setores mais vulneráveis. Um editor reconhecido, ativo na cena de Kolkata, passa a simbolizar o debate sobre os critérios e a transparência dos recursos usados pela ECI no processo de revisão.

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