Valdemar Costa Neto, presidente do PL, voltou ao Brasil de emergência para conter a crise causada pelo vídeo de Michelle Bolsonaro, ex-primeira-dama. A conversa envolve Flávio Bolsonaro e Michelle, buscando pacificação para não prejudicar a campanha presidencial do PL.
No fim de semana, Valdemar esteve em Goiás com Flávio e planeja encontro com Michelle para amenizar as divergências. A ideia é um acordo entre as partes para evitar desdobramentos que prejudiquem a filiação bolsonarista.
Valdemar voltou de Estados Unidos na quinta-feira e, desde então, dialoga apenas com Flávio. Ele defendeu a escolha de Flávio pelo pai e não citou Michelle em público durante evento de lançamento de candidaturas no estado.
Reconciliação e posicionamentos
Flávio Bolsonaro pediu união entre as alas do partido e ressaltou que Bolsonaro sempre fez as melhores escolhas, defendendo a candidatura do filho 01. O tom, no entanto, manteve-se contido em Goiás, sem menção direta à ex-primeira-dama.
O contexto envolve críticas de Michelle aos apoiadores próximos a Flávio, citando ataques de influenciadores ligados aos Bolsonaro. Interlocutores do PL afirmam que o episódio repercute internamente e pode exigir mediação adicional de Valdemar.
Cenários locais do PL
Em Minas Gerais, o PL avalia apoio a Cleitinho Azevedo para o governo, com a leitura de que Nikolas Ferreira pode influenciar alianças. Internos mencionam resistência de outras alas da direita e a necessidade de manter palanques fortes no estado.
No Ceará, o debate envolve o fechamento de acordos com Ciro Gomes ou apoio a Eduardo Girão para o governo, com posições de Michelle divergentes em relação a Flávio. Em Santa Catarina, Michelle apoia Caroline de Toni, enquanto Flávio tem candidatura própria no estado.
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