O defense de Jair Bolsonaro pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que afaste qualquer enquadramento de falta grave no caso da arma apreendida em blitz. A defesa solicita a manutenção da prisão domiciliar e cita parecer da PGR de quarta-feira, 1º, como base.
O inquérito, conduzido pela 17ª Delegacia de Polícia do DF, aponta que o ex-presidente possuía registro válido da arma e não havia restrições que impedissem a guarda em casa. Assim, a polícia afastou a materialidade e a conduta dolosa atribuíveis a Bolsonaro.
Ainda segundo o documento, a retirada do armamento foi iniciativa exclusiva de um servidor, Estácio Leite da Silva Filho. Não há evidência, segundo o inquérito, de que Bolsonaro tenha determinado ou autorizado o transporte da arma para fora do imóvel.
A defesa reforça que a PGR não vislumbra falta disciplinar e se manifesta pelo prosseguimento da prisão sob as condições atuais. Também afirma que Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma apreendida, já informado aos autos.
Diante disso, os advogados solicitam que Moraes descarte a hipótese de falta grave e mantenha a prisão domiciliar, levando em consideração, ainda, fatores médicos já apresentados nos autos.
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