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MPF inicia investigação sobre reportagem da Globo no Galeão

MPF abre inquérito para apurar possível ingresso de equipe da Globo em área restrita do Galeão sem cumprir protocolos de segurança

O caso se dá meses depois de outro embate entre PF e Receita no Galeão. Em janeiro, a Polícia Federal proibiu gravações da série “Aeroporto: Área Restrita”; na imagem, a logo da "Tv Globo"
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O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito para apurar supostas irregularidades cometidas por uma equipe da Globo durante uma reportagem no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. A suspeita envolve acesso a áreas restritas sem cumprir os protocolos de segurança. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo na quinta-feira, 2 de julho de 2026.

Segundo o MPF, a equipe da emissora teria passado por áreas restritas sem passar pela revista de equipamentos e mochilas. O órgão também aponta a ausência de comunicação prévia aos superiores responsáveis e à Polícia Federal, que afirma não ter sido informada pela Receita sobre as filmagens.

Em nota enviada à Folha, a Globo disse ainda não ter sido notificada e afirmou que a equipe cumpriu todos os protocolos dos órgãos competentes para a realização da reportagem.

O portal Poder360 entrou em contato com a emissora e com o MPF em busca de posicionamento oficial. Não houve resposta até a publicação desta reportagem, e o texto será atualizado conforme novas informações forem enviadas ao jornal digital.

Contexto: embate anterior no Galeão

O caso ocorre meses após conflito entre PF e Receita no Galeão sobre gravações em áreas de segurança. Em janeiro, a PF proibiu filmagens na série Aeroporto: Área Restrita, alegando riscos à operação e à privacidade dos passageiros.

A PF sustenta atribuição constitucional e do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil para a segurança aeroportuária, inclusive em áreas alfandegadas. A Receita Federal sustenta que a autorização de acesso às áreas de fiscalização é prerrogativa do órgão.

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