Silvio Costa Filho, novo líder da maioria na Câmara, afirmou em entrevista ao VEJA em Foco que sua missão é fortalecer a articulação política e ajudar o governo de Lula a avançar em pautas estratégicas. O foco é construir consensos entre campos políticos distintos.
Ele ressaltou apoio de Hugo Motta, presidente da Câmara, e de lideranças da base para transformar diferenças em convergências em prol do Brasil. Ainda, destacou a importância de ampliar o diálogo com Executivo, Judiciário, sociedade civil e imprensa.
Costa Filho disse que pretende tornar o Parlamento uma caixa de ressonância da sociedade brasileira, buscando maior presença institucional para legitimar decisões e votações importantes.
Pautas prioritárias
Entre as prioridades, o líder citou o tema dos combustíveis, com foco na redução de custos e fortalecimento do etanol, buscando reduzir distorções entre gasolina e álcool.
Também mencionou propostas para o agronegócio, especialmente para produtores rurais diante de eventos climáticos extremos. A criação de um fundo nacional de combate ao feminicídio aparece como meta, com expectativa de mobilizar mais de 10 bilhões de reais em cinco anos.
Outro ponto destacado é a segurança pública, com o objetivo de avançar na agenda institucional que trate do tema com prioridade.
Relação com o governo
Costa Filho afirmou manter proximidade com Lula e atuar como ponte entre Palácio do Planalto e o Congresso. O ex-ministro de Portos e Aeroportos disse ter recebido orientação para ampliar o diálogo sobre execução orçamentária e votações prioritárias.
Ele sustentou que reformas estruturais também estão na mira, incluindo a reforma administrativa e concessões e PPPs em portos, aeroportos, rodovias, saneamento e energia.
Perspectivas para 2026
Sobre alianças para 2026, o republicano afirmou apoiar Lula no estado de Pernambuco. Mesmo com divergências dentro do partido, ele disse que a posição pessoal é favorável ao pleito do atual presidente.
Costa Filho destacou que a condução de Marcos Pereira refletirá as negociações internas, enquanto reconhece tensões internas no partido. A aposta é manter a estabilidade política em um cenário com calendário reduzido e antecipação de disputas eleitorais.
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