A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (2) uma operação contra o jogo do bicho no Rio de Janeiro. A ação mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro e tráfico de influência, com mandados de busca cumpridos na capital fluminense e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.
Durante o cumprimento dos mandados, foi presa o empresário do ramo do tabaco e suplente de deputado federal Pastor Márcio Pôncio. Outras duas pessoas já estavam detidas: o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio, Rodrigo Bacellar, e o contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, que está em um presídio de segurança máxima em Brasília.
Documentos apreendidos indicam a existência de listas de pagamento de propina a políticos, segundo a investigação. O STF determinou o bloqueio de 22 milhões de reais em bens dos investigados. Entre os alvos de busca está Marco Antonio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral. As defesas de Marco Antonio, Rodrigo Bacellar e Adilsinho negaram as acusações.
Envolvidos e versões
As defesas de Bacellar, Adilsinho e Marco Antonio Cabral afirmaram desconhecer as acusações apresentadas. A assessoria de Pastor Márcio Pôncio não se manifestou até o momento. A PF informou que a investigação apura participação de pessoas ligadas ao jogo do bicho e à atuação de uma rede de contrabando de cigarros clandestinos.
Observação sobre o andamento da operação: a ação ocorre no contexto de apurações sobre lavagem de dinheiro e influência política, com fases de coleta de provas e deitiva de testemunhas. Não houve confirmação de novas prisões no momento desta atualização.
No total, a operação envolve diligências de busca e apreensão em locais ligados aos suspeitos, com o objetivo de esclarecer a relação entre o jogo do bicho, propinas e atividades de contrabando. A PF continua monitorando desdobramentos da investigação.
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