O senador Flávio Bolsonaro enviou nesta quinta-feira ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR) uma manifestação para adiar a entrada em vigor de novos tarifões contra o Brasil e pedir a suspensão por pelo menos 180 dias. O objetivo é ganhar tempo político antes das eleições brasileiras de outubro. O documento foi apresentado no contexto da investigação comercial iniciada pelo governo americano.
Pix, Mercosul e acordos: o que propõe Flávio Bolsonaro
O texto defende que não haja cobrança de novas tarifas em, pelo menos, seis meses para permitir espaço de negociação entre Brasil e EUA. Flávio promete nomear um negociador de boa-fé e medidas para enfrentar acusações de comércio desleal, além de buscar acordos bilaterais que favoreçam o comércio entre os dois países.
Medidas sobre pagamentos e competição
Entre as propostas, o senador afirma manter o Pix como sistema de pagamentos, sem conectá-lo a arranjos de liquidação transfronteiriça não ocidentais. Também defende redução de encargos regulatórios e tributários no setor de pagamentos, para ampliar competição e reduzir custos ao consumidor.
Mercosul, acordos e concorrência internacional
Flávio promete buscar acordos comerciais bilaterais com os EUA para liberar o Brasil de limitações impostas pelo Mercosul. O objetivo é ampliar a troca de bens e serviços, com maior integração econômica entre os dois países, conforme o parlamentar.
Redes sociais e atuação do Judiciário
O governo americano aponta decisões de tribunais brasileiros que, segundo eles, dificultariam o funcionamento de plataformas norte-americanas. Flávio concorda em parte, citando críticas a decisões do STF e do governo Lula, mas sustenta que a solução para tarifas está no Legislativo e que medidas restritivas direcionadas também podem ser adotadas.
Situação política e contexto institucional
A manifestação ocorre em meio a uma investigação do USTR que concluiu, no início de junho, pela possibilidade de tarifas retaliatórias de 25% a produtos brasileiros. O processo envolve acusações de práticas consideradas prejudiciais aos EUA, incluindo aspectos de governança e estímulo a determinados setores de pagamento.
Acompanhamento e próximos passos
O governo brasileiro, liderado pelo presidente Lula, tem mantido negociações com autoridades americanas para evitar as novas tarifas e apresentou também manifestação ao USTR criticando impactos à economia dos EUA. Flávio está inscrito para audiência pública nos EUA em 6 de julho.
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