O STF e a PF avançam em apurações sobre o financiamento do filme Dark Horse, que trata da carreira política de Jair Bolsonaro. Ao menos dois desdobramentos ocorrem no momento, envolvendo recursos a Eduardo Bolsonaro e a participação de emendas parlamentares.
No STF, o ministro André Mendonça pediu à PGR que se manifeste sobre notícia-crime que aponta uso de recursos da produção para manter Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. A avaliação da PGR pode embasar eventual abertura de inquérito ou arquivamento.
A PF abriu inquérito para investigar eventual direcionamento de emendas parlamentares a entidades ligadas à produção do filme. O processo está sob a relatoria do ministro Flávio Dino no Supremo.
A divulgação de gravações do Intercept Brasil em maio envolve o senador Flávio Bolsonaro solicitando recursos a Daniel Vorcaro, banqueiro, para custear o projeto. Parte do valor de 134 milhões foi transferido para um fundo no Texas, onde Eduardo reside.
Esse fundo no Texas tem como um de seus controladores o advogado Paulo Calixto, ligado ao ex-deputado. As informações sugerem conexão entre a operação financeira e a produção de Dark Horse.
A notícia-crime apresentada por Lindbergh Farias visa apurar a relação de Flávio com Vorcaro e a estadia de Eduardo nos EUA. A ação foi encaminhada inicialmente a Alexandre de Moraes, que pediu ampliação do inquérito existente.
Após parecer da PGR, a presidência do STF redistribuiu o caso a Mendonça, por manter relação com as investigações sobre as supostas fraudes do Banco Master, já sob a mira de Mendonça como relator.
Em outra frente, o inquérito apura o envio de 2 milhões de reais em emendas parlamentares, por Mário Frias, a uma ONG ligada a Karina Ferreira da Gama, produtora do filme. A justificativa envolve suporte a dois projetos sociais.
A investigação foi iniciada após pedido da deputada Tabata Amaral, que apontou ligações entre empresas de Karina e possíveis benefícios indevidos ao filme. O ministro impôs sigilo de grau 3, restringindo o acesso ao conteúdo.
O diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, informou em coletiva que o inquérito foi aberto na sexta-feira anterior, com autorização do STF, para apurar os fatos relatados. A apuração continua em curso.
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