O tribunal de apelações dos Estados Unidos, primeira região, decidiu que o governo não precisa reinstalar placas e materiais removidos de parques nacionais relacionados a mudanças climáticas, imigração e escravidão. A decisão representa mais um desdobramento na disputa sobre como a história é lembrada em monumentos públicos.
A administração de Donald Trump removeu, ao longo do último ano, materiais considerados como “doutrinamento ideológico”. Em 2025, o então secretário do Interior, Doug Burgum, orientou a NPS a sinalizar para a remoção imagens e descrições que supostamente desvalorizavam o passado dos americanos.
Decisão da Primeira Turma do Circuito
Um painel de três juízes concluiu que a corte de primeira instância errou ao considerar que as organizações de defesa da memória histórica sofreriam danos irreparáveis caso as peças não fossem recolocadas rapidamente. O tribunal afirmou que não há evidências suficientes de danos específicos ligados à ordem de Burgum.
Os juízes acrescentaram que as organizações não apresentaram provas diretas de que a ordem presidencial causaria danos reputacionais ou redução de adesões, o que, segundo a decisão, seria necessário para caracterizar prejuízos relevantes aos réus. O caso segue em pauta para futuras determinações jurídicas.
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