A bancada de aliados de Lula avalia adiar a votação da PEC que acaba com a jornada 6×1 para depois do recesso, previsto para começar em 18 de julho. A condução do debate pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, é vista como incerta pelos governistas.
A proposta já foi aprovada pela Câmara no dia 27 de maio, mas não avançou no Senado. Entenda-se que o tema depende de acordo entre o Planalto e a liderança do Senado para seguir adiante.
Alcolumbre sinalizou que pautas de interesse do governo devem andar na Casa apenas após conversa com o presidente, o que não ocorreu até o momento. A indisposição entre Planalto e o senador é destacada por aliados de Lula.
Situação no Senado
Alcolumbre não iniciou a tramitação da PEC na CCJ, que precisa ser instalada para abrir caminho ao plenário. O presidente da CCJ, Otto Alencar, afirma que o tempo é curto para concluir o debate antes do recesso.
O senador Alencar disse que, sem relator definido, fica difícil realizar audiências públicas e votar a matéria neste semestre. Ele defende que o tema mereça debate responsável no Senado.
Uma audiência pública já ocorreu no plenário nesta semana, e Alcolumbre participou de encontros com sindicalistas. Em relato de participantes, ele não indicou como será a tramitação nem sinalizou obstáculos ao tema.
Repercussões e cronograma
A gestão federal pressiona pela votação antes do dia 18 de julho para evitar atraso durante o período eleitoral. Além disso, auxiliares de Lula apontam descontentamento com a forma como o tema tem sido conduzido pelo Senado.
Ainda segundo relatos, há ceticismo entre auxiliares do Planalto quanto à possibilidade de a votação ocorrer já em agosto, após o recesso. Caso não avance, aliados deverão responsabilizar o Congresso pela postergação.
Diante da situação, o Palácio do Planalto tem acompanhado de perto a atuação de Alcolumbre, que, por sua vez, já criticou a pressa para aprovar a PEC. Em tom público, ele pediu debates mais amplos e sem pressa.
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