Davi Alcolumbre, presidente do Senado, atua para deixar a votação da PEC que põe fim à jornada 6 X 1 para depois das eleições de outubro. Não haverá anúncio público sobre a pauta, que é prioridade do governo Lula, segundo aliados.
A PEC não será pautada antes do recesso parlamentar, que começa em 17 de julho. Com isso, a análise deve ocorrer apenas em agosto, quando o Congresso retorna. A tendência é que o tema seja debatido após as eleições, mantendo o foco das duas casas nas campanhas.
Governistas e sindicalistas reuniram-se com Alcolumbre nesta quarta-feira, 1º de julho de 2026, e saíram otimistas. Argumentaram que o senador está alinhado com o sentimento popular e que a pauta pode andar mais rapidamente no Senado.
Para o PT, a mudança depende de uma definição interna do Senado. O senador Paulo Paim, que participou do encontro, relatou que Alcolumbre sugeriu consultar a assessoria sobre uma possível emenda de redação. A ideia é encaminhar o texto à comissão após o debate sobre a transição.
Na prática, segundo Paim, a PEC não terá passos tão céleres quanto apontado por governistas. O andamento depende da decisão de Alcolumbre de pautar a matéria e de eventuais ajustes no texto.
Contexto atual
O tema segue em impasse, com a pauta vinculada à agenda eleitoral e às negociações entre Senado e governo. Não há confirmação de nova data para a sabatina ou votação, mantendo a PEC fora da pauta até o retorno do Legislativo.
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