A aula magna do ex-ministro Fernando Haddad, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, foi interrompida na noite desta quinta-feira, 2, no Teatro de Arena da Unicamp, em Campinas. Um tumulto envolvendo um manifestante do MBL interrompeu o evento, com empurrões durante a retirada.
O provocador foi Matheus Pereira, pré-candidato a deputado estadual pelo partido Missão. Ele disse ter ido à universidade para denunciar campanha antecipada, enquanto os seguranças do evento tentavam conter o conflito. Em vídeos, Pereira aparece discutindo com guardianças e, ao virar as costas, recebendo uma rasteira.
A direção da Unicamp não detalhou oficialmente os desdobramentos, mas o episódio ganhou repercussão nas redes. Haddad divulgou balanço da aula magna destacando investimentos federais em Campinas e região, sem mencionar diretamente o tumulto. Ele afirmou ser produtivo debater o futuro com estudantes e pesquisadores.
Reações e desdobramentos
O PT classificou o incidente como violência política promovida por setores da extrema direita, segundo nota oficial. A legenda sustenta que houve provocação deliberada e que a estratégia se repetiu em evento anterior, na semana passada, durante a entrega do título de Cidadão Honorário de Santo André.
Matheus Pereira publicou nas redes um vídeo relatando ter sido agredido pelos seguranças do evento, mantendo a defesa de que foi para a universidade denunciar campanha antecipada. Não houve confirmação oficial de ferimentos graves até o fechamento desta edição.
Contexto recente
O episódio ocorre seis dias após novo confronto envolvendo integrantes do MBL e apoiadores de Haddad, em Santo André, durante cerimônia de entrega do título honorário. Na ocasião, manifestantes tentaram interromper o ato, resultando em tumultos semelhantes aos registrados em Campinas.
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