A aula magna com o ex-ministro e pré-candidato Fernando Haddad (PT) na Unicamp, em Campinas, terminou em confusão nesta quinta-feira, 2 de julho de 2026. Integrantes do MBL e do movimento Missão interromperam o evento, houve empurrões e uma queda durante o episódio.
Matheus Pereira, conhecido como Matheus Campinas e filiado ao Missão, questionou Haddad durante a fala. Ele afirma ter buscado esclarecer críticas sobre a chamada taxa das blusinhas e sobre a atuação do petista como ministro da Educação e da Fazenda. O episódio ocorreu ainda no interior da universidade.
Fora do espaço da palestra, Pereira aparece sendo empurrado e derrubado por uma rasteira. Ele diz ter sido agredido por um participante do evento e por um funcionário. O grupo do Missão também envolve o pré-candidato a deputado federal Gabriel Piauhy, que divulgou que houve perseguição de seguranças a outro colega.
Repercussões e versão das partes
A imprensa ouviu o Diretório Central dos Estudantes da Unicamp, que informou ter ocorrido tumulto provocado por militantes da direita que teriam invadido o evento. A entidade afirmou que os provocadores foram retirados e que nenhum participante do evento interagiu com eles.
Piauhy também comentou o caso nas redes, alegando que um segurança de Haddad teria perseguido outro pré-candidato do Missão, Caio Santana. Ele disse estar deixando Campinas após o episódio e afirmou que a questão seria reaberta em novos vídeos.
Haddad publicou relatos sobre a aula magna nas redes sociais, destacando conversas com estudantes, professores e pesquisadores sobre o futuro do estado e do país. Também mencionou investimentos federais em Campinas, como projetos de infraestrutura, sem entrar no mérito da confusão.
Desdobramentos
Pereira e Piauhy anunciaram que vão divulgar novos vídeos sobre o ocorrido nesta sexta-feira, 3 de julho de 2026. A universidade e as entidades estudantis não divulgaram novas informações oficiais no momento. A investigação interna ainda não teve conclusão anunciada.
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