O governo brasileiro informou aos Estados Unidos que não negocia o Pix, considerado uma infraestrutura pública de acesso aberto. A mensagem foi enviada pelo Itamaraty ao escritório do representante comercial dos EUA, por meio de uma resposta oficial às possíveis tarifas comerciais.
Márcio Elias Rosa, ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, apresentou ao representante norte-americano um conjunto de medidas para reforçar o controle do Brasil sobre assuntos como desmatamento e combate ao crime organizado. A ideia é mostrar proatividade em temas sensíveis para acordos comerciais.
O governo ressaltou que novas tarifas podem ter efeito contrário ao desejado, dificultando a competitividade brasileira. Em paralelo, o Brasil defende o Pix como ferramenta interna crucial para transações entre bancos e pessoas.
Posição sobre o Pix e medidas de combate
Especialistas destacam que a governança rígida contra crimes financeiros é fator decisivo para parcerias internacionais. Segundo analista ouvido pela Record News, países com controles eficazes costumam exigir limites para lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
O especialista apontou que o Pix registra dados de pagamentos, valores, recebimentos e horários, o que auxilia na identificação de atividades criminosas. O Brasil, segundo ele, deve manter o Pix como política pública, ao mesmo tempo em tomar medidas contundentes contra o crime organizado.
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