O Datafolha mostrou, em pesquisa realizada neste mês de junho, que o eleitorado brasileiro segue com perfil centrista em várias questões, mesmo com variações ao longo dos anos. A direita aparece com 44%, a esquerda com 39% e a margem de erro é de 2 pontos percentuais.
Entre 2022 e 2026, o quadro pareceu menos atípico do que em 2022, quando a diferença entre bens e serviços ideológicos ficou mais evidente. Em 2017, a divisão foi mais equilibrada, com 40% à direita e 41% à esquerda. As mudanças entre 2013, 2014 e essas séries são relativamente pequenas.
Resultados principais
O levantamento aponta que o eleitorado agrega esquerdistas e direitistas menos radicais ao centro, o que sustenta a ideia de uma base centrista estável. Perguntas sobre o papel do Estado na economia revelam nuances de interpretação, especialmente no Brasil, onde não há rejeição uniforme à intervenção estatal.
Perfil dos respondentes
Homens e mulheres apresentam preferências diferentes, e padrões de renda e escolaridade também influenciam respostas, sem definir clareza entre esquerda ou direita. Em várias perguntas, as respostas resultam em leituras ambíguas sobre alinhamento ideológico.
Padrões de longo prazo
Desde 2013, a tendência é depender menos do governo, com 65% preferindo menos dependência em 2026. Contudo, a preferência por pagar menos imposto para ter saúde e educação privadas permanece próximo da metade dos entrevistados. O quadro sugere uma leitura de centro expandido.
Perspectivas por tema
Em relação ao papel do Estado na economia, 69% defendem que o governo deve apoiar grandes empresas em risco de falência, e 71% defendem que o governo seja o maior investidor para o crescimento econômico. Esses números não traduzem necessariamente uma adesão a uma agenda específica.
Conclusões provisórias
A variação de respostas sobre pobreza revela tensões entre explicações estruturais e fatores individuais. Em 2017 e 2022, a visão de que a pobreza decorre de falta de oportunidades ganhou peso, mas a leitura é sensível ao contexto econômico.
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