O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que viajará aos Estados Unidos para defender o PIX, diante de debates sobre a ferramenta de pagamentos. Ele sustenta que o Brasil precisa defender seus interesses e evitar que o PIX seja integrado a sistemas não ocidentais.
Ao falar no 3º Seminário Nacional de Comunicação do PL, no Rio de Janeiro, Flávio destacou que a tarifaçao de produtos brasileiros por parte dos EUA pode prejudicar investimentos. Ele afirmou que o PIX é uma infraestrutura pública brasileira e que não deve concorrer com cartões de crédito.
Segundo o senador, o PIX nasceu no governo Bolsonaro e funciona sem taxas. Ele criticou o atual governo por supostamente não defender empresas nacionais e avaliou que tarifas americanas contribuíram para fortalecer o governo Lula em ano eleitoral.
Na quinta-feira, em manifestação ao Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR), Flávio pediu suspensão de tarifas contra o Brasil e abriu caminho para negociações. Ele tratou o tema como compromisso legislativo de manter o PIX fora de arranjos de liquidação não ocidentais.
O documento de 86 páginas anexado por Flávio sustenta que o PIX é uma iniciativa pública soberana, não uma empresa privada. O senador afirma que o FedNow, sistema americano equivalente, mostra que há paralelo entre as estruturas de pagamentos.
O USTR, órgão dos EUA, planeja realizar audiências públicas nos dias 6 e 7 de julho para discutir as tarifas propostas. Até lá, a proposta ainda não entrou em vigor e depende de consulta pública.
A gestão brasileira aponta que as medidas podem ser cumulativas, elevando a taxação total sobre parte das exportações a até 37,5%. Mesmo assim, o governo americano já sinalizou exceções para itens estratégicos, como café e carne.
Ainda sem conclusão, o cenário envolve tensões entre autoridades brasileiras e o governo norte-americano. Flávio participa de atividades internacionais, procurando articular com representantes de Washington para discutir o tema.
No centro das discussões, o PIX foi lançado oficialmente em novembro de 2020 pelo Banco Central, com funcionamento pleno a partir de 16 de novembro de 2020. A negociação em torno de tarifas incide sobre políticas de comércio entre Brasil e EUA.
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