O senador Flávio Bolsonaro (PL-RRJ) enviou ao USTR, órgão responsável pelo comércio dos EUA, um documento com um compromisso legislativo para impedir a interconexão do Pix a sistemas de pagamentos considerados não ocidentais. Em contrapartida, ele propõe o adiamento por 180 dias de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros.
O pré-candidato à Presidência sustenta que o Pix não concorre com empresas norte-americanas de pagamentos e descreve o sistema brasileiro como uma infraestrutura pública, semelhante ao FedNow, operado pelo Federal Reserve.
Na carta, ele classifica como exagerada a teoria de conflito de interesses propagada pelo governo de Donald Trump e afirma que tarifas não alterariam a arquitetura do Pix, prejudicando investimentos dos EUA no Brasil e fortalecendo politicamente o governo do presidente Lula.
A proposta foi apresentada no último dia do prazo da consulta pública do USTR sobre a investigação comercial contra o Brasil. Flávio Bolsonaro já confirmou participação na audiência pública em Washington, nos dias 6 e 7 de julho.
Para o congressista, manter a pressão tarifária em ano eleitoral seria vantajoso para Lula, segundo alegações contidas no documento. O texto cita que as tarifas recompensariam a estratégia brasileira de obstruir negociações e gerar retaliações.
O documento ressalta ainda que o Pix foi lançado em 16 de novembro de 2020, pelo Banco Central, durante a gestão de Jair Bolsonaro, e aponta o sistema como marco da política financeira do período. Eis a íntegra disponível em PDF.
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