O Plano Diretor de Curitiba está em revisão para orientar o crescimento da cidade até 2050. A proposta atualiza as regras de 2015, ampliando o horizonte para enfrentar o envelhecimento da população e outros desafios.
A revisão define a nova linha do planejamento: não apenas o que acontecerá na próxima década, mas como a cidade deverá se transformar até 2050, mantendo equilíbrio entre desenvolvimento, meio ambiente e qualidade de vida.
A principal mudança é o Desenvolvimento Orientado pela Sustentabilidade Urbana, o Dosu. A ideia é criar bairros completos, com moradia perto de trabalho e serviços, reduzindo deslocamentos e poluição.
Essa abordagem ambiental amplia o peso de práticas sustentáveis no desenho urbano, antes centrado no transporte público e na ocupação do solo. O foco é reduzir viagens longas e estimular convivência local.
O Plano também avança em resiliência e justiça climática, com ações para enfrentar eventos extremos, como chuvas intensas e ondas de calor. Prioridade é proteger grupos mais vulneráveis.
Entre as estratégias, estão recuperação de rios, reflorestamento e redução de emissões. As ações visam aumentar a capacidade de resposta a desastres naturais no curto e no longo prazo.
A gestão urbana financiará dados para decisões rápidas, com sistemas de inteligência e hipervisão de informações. A proposta prevê uso ético de IA e transparência nas decisões públicas.
Pela primeira vez, o documento dedica um capítulo à Região Metropolitana, incluindo a Linha Verde, novas ligações de transporte até o Aeroporto Afonso Pena e corredores ambientais entre municípios.
Esses desdobramentos podem ampliar a integração regional, estimular conectividade e favorecer mobilidade, trabalho e serviços para moradores da região.
A proposta foi apurada pela equipe da Gazeta do Povo, que acompanha o tema com profundidade para o público.
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