O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) travam uma disputa de narrativas sobre a privatização da Sabesp. A pauta aparece como tema central na pré-campanha do petista.
Haddad vê na queda de reclamações como vulnerabilidade para o adversário e utiliza dados do Procon-SP para sustentar o tema. A Sabesp figura entre as primeiras colocações de queixas após o processo de privatização.
Tarcísio sustenta que a Sabesp paga o preço do sucateamento histórico. Ele aponta um parque de distribuição antigo, com cerca de 70 anos, e defende a modernização para reduzir desperdícios e evitar rodízios.
A troca de hidrômetros por modelos modernos é apresentada como medida de diagnóstico de vazamentos. O anúncio pode gerar reajustes pontuais, segundo o governo, mas acelera a intervenção na rede.
Outra linha em debate é a Gestão de Demanda Noturna, que reduz a pressão nas tubulações à noite para reforçar a resiliência hídrica diante do El Niño.
O governo afirma que a privatização pode ter um papel estratégico sem blindar a empresa. A participação acionária estatal permitiria influenciar mudanças internas e corrigir falhas.
Como parâmetro de alcance, o governo cita a universalização dos serviços, meta que, segundo a gestão paulista, ainda não foi atingida ao longo de 28 anos de governo tucano. A estratégia foca em melhoria de infraestrutura e atendimento.
Contexto e desdobramentos
A pré-campanha de Tarcísio prioriza ações para demonstrar responsabilidade na gestão da Sabesp e na qualidade do serviço. Haddad intensifica críticas com base em reclamações registradas pelo Procon-SP.
Fontes do governo sinalizam que a discussão pode avançar para propostas de ajuste na governança da estatal. A defesa é de que o objetivo é eficiência operacional, com participação pública efetiva.
A repercussão pública acompanha o embate entre privatização e melhoria de serviço, sem indicativos de conclusão imediata. O tema segue em evidência à medida que a campanha avança.
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