O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) determinou a remoção de um vídeo que retrata o governador Tarcísio de Freitas como o boneco assassino Chucky. A decisão liminar, publicada na quarta-feira (1º), aponta indícios de propaganda eleitoral negativa e uso irregular de inteligência artificial, segundo a juíza auxiliar Domitila Manssur.
A peça foi apresentada em representação do Republicanos contra o deputado estadual Emídio de Souza (PT), que coordena o plano de governo de Fernando Haddad (PT), o Diretório Estadual do PT e a Federação Brasil da Esperança (PT/PCdoB/PV). O Republicanos afirma que o vídeo foi publicado por Emídio no Instagram e reproduzido pelo órgão partidário, mas as imagens anexadas são apenas prints do perfil do parlamentar. Emídio não se manifestou até o momento.
Reações dos envolvidos
O Diretório Estadual do PT sustenta que já apresentou defesa, alegando que a ação não tem chances de prosperar. O partido afirma não ter divulgado o vídeo nas redes e questiona a apresentação de provas pela outra parte, destacando que o material tem produção desconhecida.
A pré-campanha de Tarcísio disse que a decisão mostra que o debate eleitoral deve se pautar por ideias e propostas, não por ataques ou desinformação. Também afirmou que continuará acionando os meios legais sempre que houver tentativa de desqualificar o debate público por meio de desinformação.
Detalhes da representação e fundamentos legais
Segundo a representação, o vídeo é apresentado como uma “narrativa de terror político” e mostra uma sequência com Jair Bolsonaro entregando ao Estado de São Paulo o “presente” representado por Tarcísio, fundido ao boneco. A peça ainda associa a figura a uma explosão ligada à Sabesp, à quebra de vidros de um carro e a cenas de violência, incluindo feminicídio e incêndios.
A juíza observou que a peça extrapola a crítica política, ao vincular o candidato a violência e destruição, e pode caracterizar propaganda eleitoral negativa. Há ainda apontamentos sobre uso de conteúdo sintético e IA sem identificação, em desacordo com resolução do TSE que exige clareza sobre conteúdo manipulado e proíbe seu uso para prejudicar ou favorecer candidatura.
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